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Bíblia, Escola Sabatina
2 anos atrás

Durante grande parte da história do Antigo Testamento, Laquis foi a segunda cidade mais importante de Judá, atrás apenas de Jerusalém. Era cercada por vinhas e se erguia acima de um dos vales que davam acesso a Jerusalém para quem vinha do sul de Judá e do Egito. A arqueologia proporcionou um raro vislumbre dos últimos dias do reino de Judá, da época em que Nabucodonosor estava marchando para Jerusalém a fim de destruí-la. Em 1935, John Starkey escavou a camada correspondente à destruição causada pelos exércitos de Nabucodonosor em Jerusalém, e, entre os escombros que cobriam o piso de uma sala da guarda, situada num grande portão que dava acesso à cidade, foram encontrados vários cacos de cerâmica com inscrições (óstracos), que se tornaram conhecidos como as Cartas de Laquis. Eles descrevem dramaticamente os momentos finais do reino do sul, na época em que Nabucodonosor estava destruindo sistematicamente todas as cidades importantes e só restava Jerusalém. Na Carta IV lemos: “Que [meu senhor] saiba que continuamos aguardando os sinais de fogo de Laquis”. A carta foi possivelmente enviada de Jerusalém por um vigia que estava procurando desesperadamente algum sinal de vida vindo de Laquis, que teria sido transmitido por sinais de fogo feitos à noite.
É provável que não houve resposta à carta, pois ela foi encontrada entre camadas de cinzas que estavam por cima de vasos para armazenamento e de pontas de flechas babilônicas. Deus estava executando juízo sobre Judá e Jerusalém, e seu templo seria destruído em seguida. Como entendemos o fato de um Deus de amor enviar babilônios para julgar Seu povo?

Foco: Saber que há um nítido contraste entre o último rei bom, Josías, e os quatro últimos reis de Judá, que foram maus. Manobras políticas, idolatria e injustiça social levaram à destruição de Jerusalém, em 587/6 a.C. Contudo, Deus prometeu conservar um remanescente, o que constitui uma mensagem de esperança para nós hoje, no fim dos tempos.
Compreensão:
I. Lições da história dos reis.

Pergunta 1: Quem foram esses cinco últimos reis e quais eram suas caraterísticas?
Os últimos cinco reis:
a. Josias (31 anos) – contrariando as expectativas foi uma exceção – neto de Manassés e filho de Amon (embora no fim da vida tenha teimado em lutar contra Neco sem a autorização divina).
b. Jeoacaz/Salum (três meses) – levado para o Egito morreu ali
c. Jeoaquim/Eliaquim (11 anos) – irmão de Jeoacaz, Eliaquim teve o nome mudado por Neco que o estabeleceu no trono. Depois de 11 anos foi levado para Babilônia na segunda incursão. Destaque: posto pelo Faraó e deposto por Nabucodonosor.
d. Joaquim (três meses e meio) – filho de Jeoaquim, sua dignidade real foi mantida por Evil Merodaque.
• Três reis em quatro meses
e. Zedequias/Matanias (11 anos) – tio de Joaquim, filho de Josias. Destaque para mudança de nome – Zedequias (a justiça do Senhor/o senhor é justiça). Reflete Jeremias 23:6 – Senhor justiça nossa. A última esperança de Judá. Como se vê esses reis acabaram se tornando joguetes nas mãos das circunstâncias, pois recusaram conscientemente a se colocar nas mãos de Deus.

Pergunta 2: Como a política de Judá revela a situação espiritual decadente que o povo vivia durante o ministério de Jeremias?
1. Na política externa houve grandes mudanças geopolíticas: decadência da Assíria, ascensão de Babilônia, derrota egípcia.
2. Judá não podia deixar de enfrentar – estava no meio do caminho.
3. Mais do que nunca Judá precisaria da proteção e direção divina.
4. Mas nesse momento em vez de se refugiar em Deus, ele preferiram confiar no braço da carne.
5. A deposição e levantamento de reis desse período final da história de Judá era um reflexo direto da situação política turbulenta e de sua recusa em se voltar para Deus.